NOSSA HISTÓRIA

O projeto “Macoxi pelo mundo” e a personagem infantil ilustrativa que deu identidade ao projeto, a Macoxi, foram sonhados e idealizados por mim. Em 2015, ao palestrar em um Congresso de Direitos Humanos, em Minas Gerais, onde falei sobre “Comércio Exterior em diálogo com os Direitos Humanos”, foi onde de fato me apaixonei pela causa do combate à fome, pois após preparar minha apresentação foi que me dei conta do cenário de fome no mundo e não podia mais viver sem tentar fazer algo para mudar isso de algum jeito.

 

Comecei a direcionar meus trabalhos acadêmicos para tratar a temática da fome, contudo, não tive muito incentivo de alguns professores para falar disso na perspectiva das Relações Internacionais, segundo alguns, esse tema não era relevante para a área.  Aos poucos você percebe que se você não reagir, você também acaba se tornando um deles, que se acostumaram com os “temas mais tradicionais” tratados na academia e deixa de lado o que realmente importa: pessoas. No meu caso em particular, pessoas com fome de comida!

 

Foi só depois de entender que produzir conteúdo acadêmico com a temática da fome era insuficiente, só após lutar diariamente contra o sentimento de inutilidade que me acompanhava, pois eu sabia que na prática eu não estava fazendo nada para alguém de fato ter um prato de comida, e ainda, tentando entender tantas outras coisas no mundo, foi que surgiu o projeto “Macoxi pelo mundo”! Nada mais é do uma garotinha (personagem ilustrativo) que vive a busca de entender o fenômeno fome (por que uns têm comida e outros não), e ela fala disso por meio de cordéis e conta histórias em forma de cordéis com muitas lições que educam crianças e adultos sobre não desperdiçar, sobre compartilhar, sobre como tratar os alimentos, sobre a origem dos alimentos, sobre a importância do agricultor no processo de produção, ensina sobre a origem dos alimentos, sobre a importância nutricional deles e consequentemente os pequenos leitores aprenderão um novo conceito: “Alimentar é sinônimo de amar”.

 

 

 

 

 

 

Caroline Barroso da Silva

Sou natural de Boa Vista - Roraima, cidade localizada no extremo norte do Brasil. Mudei para Brasília em 2011, onde resido até hoje e dou continuidade aos meus estudos e minha pesquisa na área da Ciência Política e das Relações Internacionais sobre o fenômeno fome. 

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Sou filha e neta de nordestinos e cresci sob uma forte influência da cultura (comida, sotaque, costumes) nordestinos. Minha avó paterna, Terezinha, foi minha maior referência e quem me apresentou a literatura de códeis pela primeira vez! Embora ela fosse analfabeta, ela contava os contos e cantava músicas que ela havia aprendido na sua infância no sertão do ceará. Gratidão à minha avó que plantou em mim o amor pela cultura nordestina. Hoje, o resultado são as histórias de cordéis que conto para as crianças para ensinar sobre a importância de cuidar da natureza para garantir comida para todo mundo.  

 

Quem me conhece sabe que há alguns anos me apaixonei pela causa do combate à fome e desde então venho me qualificando, estudando muito e dedicando minha vida e pesquisa acadêmica a essa temática. Meu objetivo é educar e conscientizar as pessoas da importância e do papel que cada um de nós temos como agentes de transformação nesse mundo tão caótico. E quando eu falo “nós” de fato estou falando de todos, seja no nível individual, seja em grupo, ou seja, nós, como instituições.

 

Embora eu tenha desenvolvido minha pesquisa explorando o tema "fome", como um fenômeno político, em particular as políticas de combate à fome no Brasil, foi só depois de aprender sobre as práticas de Compliance como uma forma de acabar com um sistema corrupto e de má distribuiçao de renda, que percebi que muito além de falar sobre fome, precisamos na verdade de uma mudança de cultura social que deve acontecer também nas instituições, sejam elas públicas ou privadas. Assim, atualmente trabalho como Compliance Officer e dissemino por meio da minha profissõo a importância de um comportamento ético e moral que de alguma forma trasnsborde justiça social.